Medicina de Família e Comunidade | Saúde Mental | Telemedicina
O cuidado em saúde mental vai muito além do que costumamos pensar. A escolha da medicação é apenas uma pequena parte de um processo no qual é preciso compreender e trabalhar uma série de situações que fazem parte da vida humana: nossas relações, dificuldades, perdas, medos, escolhas, expectativas e também a maneira como enxergamos a nós mesmos e aquilo que vivemos.
Muitos ainda acreditam que assumir um transtorno de saúde mental ou reconhecer um sofrimento psíquico seja sinal de fragilidade para um católico, como se a fé nos tornasse imunes à angústia, à tristeza ou ao adoecimento.
O que muitas vezes não enxergamos é que esse sofrimento também pode e deve ser acolhido, compreendido, vivenciado e tratado da forma como merece. Buscar ajuda não diminui a nossa fé. Pelo contrário, permite que cuidemos com responsabilidade da vida que nos foi confiada, sem precisar separar aquilo que somos diante de Deus daquilo que experimentamos em nossa humanidade.
A fé não significa ausência de sofrimento. Significa saber que o sofrimento não tem a palavra final.
“Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.”
Romanos 8,37
Pós graduado em Medicina de Família e Comunidade – UFSC
Pós Graduado em Teologia Bíblica – IPDP LTDA